Polícia

Acusado de estuprar colega de escola é condenado a 13 anos de prisão em Alagoas

Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como Vitinho, foi sentenciado pela Justiça pelo crime ocorrido em dezembro de 2024, em Coité do Nóia

Por Tribuna Hoje com agências 31/08/2026 11h46 - Atualizado em 31/08/2026 12h36
Acusado de estuprar colega de escola é condenado a 13 anos de prisão em Alagoas
Victor Bruno da Silva, conhecido como "Vitinho" - Foto: Reprodução

Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão pelo estupro de uma colega de escola, em Coité do Nóia, no Agreste de Alagoas. A sentença foi proferida na sexta-feira (28) pelo juiz Matheus de Miranda, da comarca de Taquarana.

O processo tramita sob segredo de Justiça. A condenação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas. A informação sobre a pena também foi repassada pela advogada que representa a vítima.

Segundo a defesa da jovem, a equipe jurídica pretende recorrer da decisão e solicitar o aumento da pena. A defesa de Victor Bruno confirmou que houve a condenação.

Victor Bruno foi preso no dia 10 de julho, em Taquarana. Antes de ser localizado pelas autoridades, ele permaneceu foragido por cerca de sete meses, desde dezembro de 2024, quando ocorreu o crime.

De acordo com as investigações, o caso aconteceu em 6 de dezembro de 2024, após uma confraternização entre colegas de escola. A vítima, Maria Daniela Ferreira Alves, então com 19 anos, estava em uma chácara pertencente à família do acusado, situada no povoado Poção, na zona rural de Coité do Nóia.

Conforme apontado no inquérito, a jovem teria sido violentamente agredida e asfixiada, além de sofrer violência sexual. Ela chegou a permanecer cinco dias em coma e ficou com sequelas graves, passando a necessitar de ajuda para realizar atividades do cotidiano.

Exames apontaram presença de medicamentos


As investigações também apontaram que a vítima poderia ter sido dopada antes da violência. Um exame toxicológico identificou diferentes substâncias no organismo dela, entre elas Diazepam, Fenitoína, Haloperidol, Nordiazepam e Prometazina, medicamentos que podem apresentar efeitos sedativos.

À época da denúncia, o Ministério Público de Alagoas sustentou que o crime teria sido planejado e que a possível administração das substâncias teria como objetivo reduzir a capacidade de reação da vítima.

Com a sentença, Victor Bruno foi condenado em primeira instância. Tanto a defesa do acusado quanto a representação jurídica da vítima ainda podem recorrer da decisão.